Escolhas seguras percorrem grandes caminhos

A segurança no trânsito depende das escolhas feitas por todas as pessoas que compartilham as vias. A pé, de bicicleta, moto, carro ou caminhão, cada deslocamento exige atenção ao ambiente, respeito à sinalização e responsabilidade com quem segueno mesmo sentido.
Essa consciência está alinhada ao KM Vale Vida, programa da Scala que mantém a segurança presente na rotina por meio de ações de conscientização, prevenção e cuidado. No trabalho, nas operações e nas estradas, o objetivo é fortalecer comportamentos que contribuam para jornadas mais seguras.
No Dia Nacional do Trânsito, celebrado em 25 de setembro, ampliamos essa conversa para diferentes personagens das vias. Afinal, as necessidades mudam conforme a forma de deslocamento, mas existe um ponto em comum entre todos: nossas decisões influenciam a segurança coletiva.

Quais cuidados aumentam a segurança dos pedestres?
Em algum momento do dia, praticamente todo mundo assume o papel de pedestre e, por estar sem a proteção oferecida pela estrutura de um veículo, quem caminha precisa manter atenção especial ao ambiente.
O DNIT orienta que os pedestres utilizem calçadas e, nas travessias, deem preferência às faixas destinadas a eles. Antes de avançar, é importante observar os dois sentidos da via e confirmar que os veículos perceberam sua presença. A recomendação inclui atravessar em linha reta e manter atenção até alcançar o outro lado. A sinalização merece o mesmo cuidado. Mesmo nos locais onde o pedestre possui preferência, observar o movimento dos veículos permite avaliar se há condições seguras para iniciar a travessia.
Outro ponto importante está literalmente nas nossas mãos. Caminhar ou atravessar olhando para o celular reduz a percepção do ambiente. O DNIT orienta que o aparelho seja manuseado em um local seguro, preservando visão e audição para acompanhar o trânsito. Algumas atitudes para levar pelo caminho:
- Utilize calçadas e locais adequados para atravessar;
- respeite semáforos e demais sinalizações;
- observe os dois sentidos antes e durante a travessia;
- procure estabelecer contato visual com os condutores para confirmar que foi percebido;
- mantenha a atenção ao passar por garagens, estacionamentos, esquinas e curvas;
- deixe mensagens e outras interações com o celular para um local seguro.
Segundos de atenção ajudam a proteger todo o percurso!

Como os ciclistas podem contribuir para a segurança no trânsito?
A bicicleta divide espaço com diferentes meios de transporte e exige que o ciclista consiga perceber o ambiente e, ao mesmo tempo, seja percebido pelos demais usuários da via. Sempre que houver estrutura cicloviária disponível e adequada ao trajeto, ela deve ser utilizada. Na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, o Código de Trânsito Brasileiro determina, nas situações previstas em lei, a circulação das bicicletas nas margens da pista, no mesmo sentido regulamentado para a via. Pedalar na contramão reduz o tempo disponível para reação em um encontro com outro veículo e deve ser evitado.
A visibilidade ganha importância especialmente no período noturno ou em condições de baixa luminosidade. Refletores e dispositivos de iluminação ajudam outros condutores a identificar a presença da bicicleta, por isso, o DNIT recomenda ainda capacete e itens que aumentem a visibilidade do ciclista.
Além disso, mudanças de direção precisam ser comunicadas. Sinalizar com os braços permite que outros usuários compreendam a intenção do ciclista e tenham tempo para reagir. Fones de ouvido e celular, por outro lado, podem comprometer a percepção de sons e movimentos importantes ao redor. A própria bicicleta merece atenção. Pneus calibrados, freios funcionando corretamente e manutenção periódica reduzem riscos relacionados às condições do equipamento. Para pedalar com mais segurança:
- verifique pneus, freios e demais condições da bicicleta;
- utilize os espaços destinados aos ciclistas quando disponíveis;
- circule no sentido correto da via;
- utilize equipamentos de proteção;
- cuide da iluminação e da visibilidade;
- sinalize mudanças de direção;
- preserve visão e audição durante o trajeto;
- ao precisar utilizar a calçada ou fazer determinadas travessias como pedestre, desça da bicicleta e conduza-a a pé.

O que motociclistas devem observar para uma condução segura?
A motocicleta deixa condutor e passageiro mais expostos, o que torna equipamentos adequados, manutenção e condução defensiva pontos fundamentais da viagem. O capacete é obrigatório para condutor e passageiro e deve ser utilizado corretamente, com a cinta devidamente afivelada e viseira ou óculos de proteção conforme as normas aplicáveis. O Código de Trânsito Brasileiro estabelece ainda que o motociclista deve conduzir segurando o guidom com as duas mãos e utilizando vestuário de proteção conforme regulamentação.
Antes de sair, vale dedicar alguns minutos à motocicleta. Freios, farol, pneus e retrovisores estão entre os itens indicados pelo DNIT para uma conferência preventiva. Durante o trajeto, a posição ocupada na via influencia diretamente a capacidade de outros condutores perceberem a motocicleta. Permanecer fora dos pontos cegos de carros, ônibus e caminhões aumenta as chances de ser visto. A orientação é buscar posições alcançadas pelos retrovisores dos demais veículos.
Manter distância suficiente do veículo à frente oferece tempo e espaço para reagir a uma frenagem ou mudança inesperada. Cruzamentos, mudanças de faixa e ultrapassagens pedem atenção redobrada, sinalização e velocidade compatível com as condições encontradas. Na moto, lembre-se de:
- utilizar capacete corretamente afivelado e equipamentos de proteção;
- conferir as condições da motocicleta antes de sair;
- manter distância segura dos outros veículos;
- evitar permanecer em pontos cegos;
- sinalizar manobras com antecedência;
- respeitar os limites de velocidade e a sinalização;
- aumentar a atenção em cruzamentos e mudanças de faixa.

Como tornar a condução de carros mais segura?
A segurança de uma viagem de carro envolve motorista, passageiros e as condições do próprio veículo. Antes de pegar a estrada, a Polícia Rodoviária Federal recomenda uma revisão preventiva mesmo para viagens curtas. Pneus, iluminação, limpadores de para-brisa e outros componentes devem estar em boas condições. A checagem prévia ajuda o condutor a identificar problemas antes que eles apareçam durante o deslocamento.
O cinto de segurança deve ser utilizado por todos os ocupantes. Para crianças, devem ser observados os dispositivos de retenção correspondentes às exigências previstas na legislação. Ao dirigir, distância segura significa tempo disponível para reagir. Como referência prática, a PRF apresenta a regra dos dois segundos em condições normais: escolha um ponto fixo e verifique se seu veículo leva ao menos dois segundos para alcançar o mesmo ponto depois do veículo da frente. Em situações de chuva, a orientação é ampliar esse intervalo.
E o celular? A mensagem pode esperar. Segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige, além de desviar a atenção, configura infração gravíssima segundo o CTB. A condução exige foco na via, nos veículos e em tudo o que acontece ao redor.

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Como dirigir com segurança na chuva?
Quando a chuva aparece, a forma de dirigir precisa acompanhar as novas condições da pista. A água reduz a aderência dos pneus e pode diminuir a visibilidade. Por isso, a PRF recomenda reduzir a velocidade, ampliar a distância em relação ao veículo da frente e evitar manobras ou frenagens bruscas. Pneus, limpadores e iluminação precisam estar em boas condições para enfrentar esse cenário.
Existe ainda o risco de aquaplanagem, situação em que os pneus perdem contato com o pavimento por causa da lâmina de água. Caso isso aconteça, a orientação é retirar o pé do acelerador, evitar frenagens bruscas e manter o volante firme até que os pneus recuperem a aderência. Em condições de baixa visibilidade que impeçam a continuidade segura da viagem, a recomendação é procurar um local adequado fora da pista e aguardar a melhora do tempo. Para quem dirige carros:
- mantenha as revisões do veículo em dia;
- utilize o cinto e confira se os passageiros fizeram o mesmo;
- mantenha distância segura do veículo à frente;
- respeite a sinalização e os limites de velocidade;
- deixe o celular longe das mãos;
- adapte a condução ao clima e às condições da pista;
- em viagens, planeje o trajeto e as paradas.

Por que a segurança no trânsito depende de todos?
Pedestres, ciclistas, motociclistas e condutores enxergam a via a partir de perspectivas diferentes. A convivência segura depende de reconhecer essas diferenças e agir de forma previsível, atenta e responsável. Para a Scala, essa conversa faz parte do KM Vale Vida. O programa mantém a valorização da vida presente na rotina e reforça uma cultura em que prevenção, conhecimento e cuidado orientam as escolhas feitas diariamente.
Na estrada ou na cidade, durante uma longa viagem ou em um deslocamento de poucos minutos, sempre existe uma decisão capaz de contribuir para um caminho mais seguro. Escolhas seguras percorrem grandes caminhos!
KM Vale Vida | Scala
À frente e ao seu lado, sempre.